Ferro velho x Lamborghini e fluxo aos EUA

moneyflySempre os modelos mais velhos chegaram logo para America Latina. E como as empresas as vezes enviam seus estoques velhos para nosso deleite, o mercado financeiro faz o mesmo emitindo BDRs (Certificados de Depósitos de Ações) de “Ferros velhos” (empresas já constituídas que já atingiram seu ápice), e que são pagas por nós a preço de Lamborghini.

O negocio é o seguinte: As empresas por meio de um marketing agressivo vendem seu pescado, como nesses videos de recentes empresas de realidade virtual, que se valorizam rapidamente dentro do mercado local. Quando a empresa já cresceu o suficiente ou antes dela falir por publicidade enganosa ela é colocada no mercado internacional.

Esse “Lamborghini” é vendido para nós por um preço que para nós é ótimo (um P/L de 40 ou 50), só que ficamos impressionados pelas luzinhas de cores e ninguém para para ver se o motor funciona ou não. Assim a rentabilidade fica com os inversores dos países inovadores e com forte presencia de marca e os mercados internacionais ficam com os restos.

Pouco temos aprendido desta situação. É verdade que deveríamos de fazer um mea culpa sobre a preguiça e indiferença que nossos países tem pelos mercados financeiros, mas isso não justifica que emitamos ADRs para procurar financiamento lá fora na situação oposta à descrita anteriormente. Aqui a situação se inverte, pequenas empresas saem rapidamente ao mercado internacional assim o rápido crescimento transforma-se remessas de lucros para o exterior e aqui só ficamos com empresas “privatizadas” por potencias econômicas estrangeiras. Nada fica no pais mais que uma fraca inversão inicial e umas poucas vagas de emprego o margem fica nas mãos de investidores estrangeiros que ficam com os dividendos e o spread do titulo que valoriza-se exponencialmente.

@edwalves Financial adviser, entrepreneur, economist. #economics #BRICS #technology #nature #development #value #investing

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